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Quer sucesso no seu empreendimento? Seja Diferente, esse é o grande Segredo!

Comunicação, Empreendedorismo, Marketing, Vendas

Trabalhei como supervisor de uma rede com oito postos de gasolina e venho de um ramo totalmente “oposto”, mas eu venho da área comercial, sempre trabalhei com vendas. Convém ressaltar que esse trabalho, essa determinação, não se aplica apenas em postos de gasolina e sim no comércio em geral.


Ser diferente sempre foi o meu objetivo, e o que é ser diferente? É você sair da mesmice, sair do lugar comum e projetar-se para uma posição de destaque junto aos seus concorrentes e com isso ser notado, atrair mais clientes, ser indicado, dar a eles e a si próprio a satisfação em recebê-los bem, tratá-los com a importância que eles merecem, sim porque eles são a razão da sua empresa, ou não é esse o seu objetivo

Você está satisfeito com o seu negócio? A sua equipe está preparada? Acha que chegou no limite? Agora eu pergunto, qual é o limite?


Só que eu sabia que fazendo um trabalho diferenciado eu iria facilmente superar esse limite, e consequentemente ser notado e com esse diferencial superar limites. Foi aí que eu procurei desenvolver um trabalho visando dar ao cliente aquela atenção que ele normalmente não tem quando se dirige a um posto para abastecer, muitas vezes nem bom dia. Era sempre aquela pergunta, quanto vai? Ou simplesmente pegam as chaves da sua mão.


Aquilo me deixava decepcionado, ir a um outro posto não significava ter um atendimento diferenciado, atencioso, todos funcionam assim e que diferença isso faz, nenhuma.


Então começamos a desenvolver um novo trabalho, visando o nosso principal objetivo, o cliente, o bom atendimento, aumento nas vendas. Um dos primeiros passos foi mudar a denominação da função da minha equipe, frentista, eu comentava com eles que quem tem frentista são os nossos concorrentes, nós temos vendedores.


Vendemos, combustíveis, produtos, serviços e todo esse treinamento era dado na pista, com exemplos, observações, sempre num clima altamente favorável, pegávamos os produtos e líamos para saber das vantagens que eles ofereciam, para poder ter argumentos na hora da venda e esses mesmos produtos ficavam próximos as bombas, para podermos pegá-los rapidamente para oferecer, a embalagem e o fabricante ajudam a dar credibilidade ao produto.


As vendas simplesmente TRIPLICARAM. Fora isso, tínhamos os aditivos para gasolina/álcool, aditivos para o radiador, para limpeza do mesmo, óleo de freio, muitas vezes sugeríamos uma troca de óleo, ou em último caso completar e com isso estávamos fazendo o que? Vendendo, prestando serviço, orientando.


Eu comentava com eles que estávamos abrindo o capô apenas para colocar água e quando o faziam deixavam o reservatório do pára-brisa vazio. Tínhamos uma técnica para que o cliente permitisse abrir o capô, primeiro eliminamos aquela frase simpática mais pouco eficiente, quer que eu examine a frente? E a resposta normalmente era, não, está tudo bem, com isso perdíamos a chance de poder vender algum produto, e principalmente prestar serviço. Muitos que não atuam na área de vendas encaram essa situação como empurrar coisas em cima do cliente, só que isso que fazemos chama-se, VENDAS ADICIONAIS, portanto não confunda, e os produtos tem uma rentabilidade muito maior do que o combustível e essa comissão era paga semanalmente aos vendedores.


Nenhum veículo deixava os nossos postos com os vidros sujos (todos os vidros), a não ser que estivessem limpos e para calibrar os pneus, normalmente quem faz é o cliente, mas nós fazíamos questão de prestar mais esse serviço, inclusive repondo a tampinha do bico no pneu. São detalhes para você? O seu cliente pensa da mesma forma? Seu concorrente tem esse cuidado?.


Os produtos eram oferecidos com a embalagem nas mãos, sendo a ele informado da necessidade e as vantagens que ele oferecia. Tudo era feito de forma muito natural, nada forçado ou empurrado, procurando nunca ser desagradável. Puxa mas com tudo isso esse carro fica parado quanto tempo na bomba? Ficavam o mesmo tempo que todos ficam quando param para abastecer, por ter que verificar a frente as vezes um pouco mais, mas mesmo assim tudo era feito de forma rápida, eficiente e lucrativa.


Em alguns postos de maior movimento tínhamos um número maior de vendedores e normalmente nem todos estavam ocupados, então deslocávamos para esse atendimento até três vendedores, um abastecia o outro limpava os vidros (todos) e o terceiro além de oferecer produtos, verificava a frente do carro. O cliente se sentia o próprio piloto de fórmula 1 quando para nos boxes, agora pergunto, se os nossos postos são próximos por qual deles o cliente optaria? Ver a reação do cliente nesse momento é altamente gratificante e vem sempre aquela pergunta que por sinal foram inúmeras vezes, esse posto mudou de dono?


A caixinha aumentou, clientes retornavam e muitos comentavam que estavam distantes dali, mas faziam questão de abastecer conosco, justamente por termos um atendimento diferenciado. (logicamente essa seria a sua rota normal).


E quando você pede para verificar o óleo (nesse caso o frentista) ele sai com a vareta na mão procurando por uma estopa ou um pano qualquer e o regador que esta vazio e você tem que esperar ele atravessar o posto para enchê-lo, eu tenho compromissos e não posso ficar a disposição de pessoas desorganizadas que não se preocuparam enquanto estavam parados, em cuidar desses detalhes.


Tínhamos sempre estopas em todas as bombas, aumentamos os números de regadores, qualquer um que você pegasse estava cheio, eles tinham de dois a três panos para cada para finalidade, se o cliente pedisse um pano para limpar o painel ou para outra serventia, jamais dávamos a ele aquele cheirando gasolina, sujo, que também não tinha porque estar sujo.


Os uniformes sempre limpos, os vendedores sempre bem barbeados, na troca de óleo tinham aventais, toda a área de serviço, banheiros, sempre limpos, procuramos nos preocupar com os mínimos detalhes, até o posicionamento dos carros nas bombas, para assim evitar de fechar a entrada com o posto vazio, coisa que acontecia sempre.


Antes de você desligar o motor já tinha um vendedor, simpático, com boa apresentação, limpo e pronto para atendê-lo, não era aquela coisa que além de esperar, você tinha que ter a paciência de assistir aquele “frentista” se dirigir até você com passos de tartaruga.


Na troca de óleo que por sinal também tivemos um crescimento muito significativo, fazíamos um trabalho de esclarecimento com relação a todas as marcas, e sempre conseguíamos vender o melhor óleo. Com relação a filtros de ar, todos estavam orientados a primeiro retirar o usado, e depois junto com o novo fazer a comparação junto ao cliente e orientá-lo para uma possível troca, sem aquela pergunta negativa, vai trocar o filtro ou quer que passe um ar? A resposta eu creio que todos já conhecem.


Até a loja de conveniência passou a vender mais, antes muitos clientes aguardavam a sua vez dentro do carro para a ducha grátis (que também era acompanhado de perto, chegando inclusive acontecer do carro retornar a ducha, porque o serviço não foi bem feito), então para mudar isso colocamos uma pessoa para conduzir o veículo, enquanto o cliente aguardava sentado em uma das nossas mesas, normalmente consumiam algo na loja.


Nunca colocamos nenhuma condição para o cliente ter direito a ducha, já que a grande maioria condiciona a vinte litros, nós éramos diferentes. Cliente desce do carro para passar o cartão de crédito, todos estavam orientados a tirar o carro da bomba, essa é uma área que tem sempre que estar livre. Ao passar esse novo conceito, nem todos estavam aptos a praticá-los, recrutamos alguns e no anúncio eu coloquei, com ou sem prática e como eu imaginava contratei quem nunca tinha trabalhado no ramo, abastecer eu ensino, agora, simpatia, persuasão, postura, educação, não se ensina, já nasce pronto. Portanto tenha sempre pessoas certas nos lugares certos, senão, o seu principal concorrente não vai ser o posto ou a loja vizinha e sim o seu próprio funcionário.


Eu tinha um vendedor que além de coringa era o meu braço direito, muito querido por todos os clientes, simpático, era uma exceção. Então eu o convidei para me assessorar nesse trabalho, mostrei a ele todo o seu potencial mal aproveitado, ele visitava todos os postos, acompanhava e também orientava a equipe, e para quem falava que lá não vendia tal produto, lá ia o Toninho e mostrava que vendia sim e muito, era o meu termômetro. Em postos maiores nossos gerentes não eram caixas, eram observadores e orientadores eles tinham horários diferentes dos demais, estavam sempre presentes nas horas de pico.


Criei o posto escola, todo novo contratado gerente ou vendedor antes de assumir seus postos passavam por um estágio, o objetivo era para que todos falassem a mesma língua. Hoje eu vejo esses novos postos um mais bonito que o outro, mas o atendimento é comum, frio, sem entusiasmo, não marca. Nos postos menores, a atenção a cada veículo era a mesma, já que o número de vendedores era proporcional ao movimento. Tudo é muito bonito depois de pronto, mas montar todo esse esquema não é fácil, é preciso uma união muito grande, definir funções, atribuições, respeitar hierarquia, acompanhar, trabalhar, ter muita paciência, mas nunca impossível.

Participar de cursos, palestras, é sempre muito importante, mas se não tiver um acompanhamento e um trabalho de seleção eficiente, de nada adiantará, tudo se perde, o investimento pode não retornar. Quando você se propõe a fazer alguma coisa, faça bem feito, use a sua imaginação, saia do lugar comum, invista, não confunda investimento com despesa, nunca perca o foco. Agora vá até a pista, fique por meia hora, acompanhe o trabalho, depois acompanhe o trabalho dos seus concorrentes, fora o preço do combustível, você é diferente em que? Delegue, não centralize, seja criativo, incentive a sua equipe, valorize o seu comércio, venda mais, traga mais clientes para o seu posto, não seja um falso eficiente, SEJA DIFERENTE.

Fonte: http://www.superempreendedores.com

Quer enriquecer? Pergunte-me como

Vida Profissional levada a sério


Como os vendedores da Herbalife fazem carreira e fortuna
oferecendo shakes e tabletes para emagrecer



Por Rosa Symanski

Perder peso rapidamente com saúde e sem sofrimento. Esse é o sonho da maioria das pessoas que vive com uns quilinhos a mais, brigando com a balança. Muitas pagariam qualquer preço para encontrar a fórmula mágica do corpo perfeito. A Herbalife, uma das líderes da indústria de redução de peso e nutrição, não ignorou esse desejo. Transformou essa busca num negócio pra lá de milionário. Para isso, montou um exército de supervendedores e distribuidores altamente treinados e persuasivos em todo o mundo. Você já deve ter visto um deles por aí. Geralmente eles usam um botton preso à camisa com os dizeres "Quer perder peso? Pergunte-me como", quando não espalham adesivos com os dizeres nos vidros do carro. Se você tiver mesmo essa curiosidade e perguntar, se prepare: o vendedor vai agendar uma visita e lhe apresentar um arsenal de shakes, tabletes e bebidas que prometem acabar de vez com os pneuzinhos, a barriga e a celulite. É difícil resistir às habilidades do vendedor, que raramente perde uma venda. E, enquanto você emagrece, ele engorda a conta corrente. Há casos de profissionais da Herbalife ganhando 100 000 reais por mês -- mais do que muito presidente de grande empresa por aí.


A venda de porta em porta, além de ser o alicerce do negócio da Herbalife, tem sido o caminho para a independência financeira de inúmeros de seus profissionais. É o caso, por exemplo, do administrador de empresas paulistano Fábio Sasaki Fujihara, de 36 anos. Ele, que começou nesta carreira há nove anos vendendo um shake emagrecedor para os amigos mais próximos, já conquistou o patrimônio de um milhão de reais. "Comecei a ganhar mais de 100.000 reais por mês no ano passado", afirma.


Fujihara tinha uma empresa de equipamentos médicos em sociedade com o irmão e aproveitava o pouco tempo que sobrava para vender os produtos da Herbalife. As vendas começaram a crescer e ele decidiu se dedicar integralmente à carreira de vendedor. Outro fator também o impulsionou para essa virada: ele perdeu 7,5 quilos com os shakes e tabletes e acredita na proposta com conhecimento de causa. A princípio, a opção de Fujihara pelas vendas foi vista com reserva pelos familiares e amigos, que desconfiavam da atividade. "Para evitar maiores constrangimentos, eu me passava por intermediário e inventava que um amigo era o vendedor", conta. "As pessoas se impressionavam quando viam o quanto eu tinha emagrecido e queriam saber mais detalhes. Aí eu falava do shake." O valor do kit varia de acordo com os produtos adquiridos, mas a média que o cliente desembolsa é de 200 reais por compra.


Hoje, Fujihara mostra com orgulho os carros que têm em sua garagem: uma Mercedes, uma BMW, um Volvo e um Audi, frota que seria praticamente impossível de ser montada se tivesse continuado com o negócio de equipamentos médicos. Ele mora em Londrina, no Paraná, e já desfruta de uma vida digna dos "bem-aventurados". Viaja cerca de quatro vezes por ano ao exterior, sempre de primeira classe e acompanhado da esposa. Seu patrimônio inclui uma casa de 400 metros quadrados em Campos do Jordão e um sítio próximo a São Paulo, com direito a muito conforto. Trabalha em casa cerca de oito horas por dia e tem toda a flexibilidade do mundo. Seu próximo passo será a construção de outra casa, só que dessa vez de 1.000 metros quadrados - na Califórnia, Estados Unidos. "Tenho uma equipe de vendedores por lá e quero fortalecer meus negócios na região", justifica.


Receita do sucesso
A receita para se chegar ao patamar no qual se encontra Fujihara é simples. A Herbalife recorre ao denominado marketing de rede, cuja estratégia principal para expandir as vendas está baseada na recomendação boca a boca entre os usuários e vendedores. A empresa incentiva o distribuidor (vendedor de produtos) a formar uma equipe de vendas, que fica sendo sua subordinada. Ele passa, a partir daí, a ganhar comissão de 5% sobre as vendas dos outros. Como cada membro da equipe também é estimulado a criar o seu time, agregando novos vendedores, o negócio cresce em progressão geométrica. O time de Fujihara, por exemplo, tem mais de 3 000 pessoas espalhadas por 12 países. Esse sistema segue o modelo consagrado pela norte-americana Amway para ganhar o mercado brasileiro nos anos 80.


A Herbalife também recorre a expedientes como reuniões para arregimentar novos vendedores. Nesses encontros são utilizadas técnicas agressivas de motivação, com depoimentos de pessoas que ganharam verdadeiras fortunas. As platéias entram em euforia lembrando, muitas vezes, o clima de um culto religioso. A diferença é que as reverências vão para os negócios e para os vendedores. Alguns deles chegam até a distribuir autógrafos, como se fossem astros pop.


O sucesso parece brindar aqueles que se dedicam arduamente ao negócio, como é o caso do professor de caratê israelense Eli Elimelech, de 41 anos. Ele chegou ao Brasil em 1997 decidido a investir na Herbalife. "Comecei a fazer clientes na primeira semana, apesar da barreira da língua. A minha dedicação era em tempo integral", lembra. Atualmente, a equipe dele tem 250 membros e atende a uma clientela de cerca de 3 000 pessoas. Os rendimentos médios de Elimelech variam entre 80 000 e 100 000 reais por mês. Além de atuar em cinco Estados brasileiros, a amplitude da rede formada por ele já fez suas vendas atravessarem as fronteiras de países como Argentina e Estados Unidos. "Se continuar neste patamar, estarei milionário até o final do ano", comemora. Com a vida ganha, Elimelech, que diz manter seu peso consumindo os produtos da Herbalife, já realizou junto com sua família o sonho de viajar pelo mundo. "Conhecemos uns 20 países. Somente neste ano fomos quatro vezes para o exterior", conta.



Terreno fértil
Dados divulgados pela Herbalife demonstram que, no acumulado do ano, a companhia já distribuiu mais de 120 milhões reais em lucros sobre a revenda de produtos, bônus e comissões aos seus distribuidores no Brasil. Para a diretora-geral da Herbalife, Eneida Bini, a transformação da vida financeira dos vendedores é uma característica inerente ao negócio. "Há casos em que as pessoas não tinham sequer emprego e conseguiram qualidade e melhora em suas expectativas", diz. Egressa da Avon, onde se tornou a primeira mulher a comandar a empresa no Brasil, Eneida acredita que o marketing de rede é uma tendência mundial. "Houve um grande crescimento pela procura de emprego e as pessoas estão buscando novas oportunidades de negócios", justifica. O terreno para o crescimento da Herbalife no Brasil tem se mostrado fértil. Entre 2002 e 2003, a companhia, que não divulga seu faturamento, obteve um crescimento de 50%. A empresa tem atualmente 90 000 distribuidores no país. De acordo com Eneida, um levantamento feito em junho deste ano demonstrou que 0,5% dos distribuidores tem ganhos acima de 8 000 reais por mês, e somente 1% ganha acima de 20 salários mensais. A média geral é de cinco salários mínimos mensais. "Houve um grande aumento de consciência sobre a saúde e o bem-estar", diz a executiva. "E isso tem feito bem aos nossos negócios."


Henrique M. Filho, de 35 anos, pegou carona no crescimento dessa tendência. Formado em administração pela Fundação Getulio Vargas, ele decidiu há dez anos deixar para trás o emprego de supervisor na DPaschoal para apostar na carreira de vendedor de produtos da Herbalife. O objetivo inicial era ter mais tempo livre para surfar, uma de suas paixões. Três meses depois, no entanto, já estava se dedicando ao novo trabalho em período integral. Sua retirada mensal gira em torno de 100 000 reais. Atualmente, ele está construindo uma casa de 500 metros quadrados com piscina, churrasqueira, sauna e home theater. Seu patrimônio é formado ainda por uma residência de 300 metros quadrados na praia de Ubatuba, litoral de São Paulo, e dois escritórios. "Tiro dois meses de férias por ano, mas chego a trabalhar dez dias sem trégua quando há necessidade", revela.


E, então, qual é o seu sonho? Se for perder peso, a Herbalife garante que pode atender. Se for ganhar muito dinheiro, também. Os vendedores da empresa não têm dúvida disso, a ponto de encarar o ritual de vendas quase como uma religião. A questão é: você está disposto a rezar por essa cartilha?


O vendedor Herbalife
Conheça o perfil dos vendedores da multinacional americana:

1. É comunicativo e desinibido

2. É persistente

3. Não tem necessariamente uma formação acadêmica

4. Tem espírito empreendedor e uma boa rede de contatos

5. Sabe como manter e motivar sua equipe

6. Usou os produtos Herbalife e perdeu alguns quilos -- é a prova de que os produtos funcionam




Culto ao produto
Para chamar a atenção dos consumidores, a Herbalife orienta seus vendedores e supervisores a utilizar três ferramentas básicas. A primeira são os famosos bottons com o slogan "Quer perder peso? Pergunte-me como". Eles chamam a atenção e servem de ponto de partida para a conversa. Os profissionais mais agressivos chegam até a pintar o carro com as cores e o logo da Herbalife para uma divulgação maior. A segunda é o próprio corpo dos vendedores. Como a maioria deles foi ou é usuária dos produtos, é comum, por exemplo, eles próprios exibirem suas fotos para convencer o cliente no momento da venda. Ali, instantaneamente, o futuro comprador tem uma idéia do antes e do depois do tratamento. A terceira arma é o discurso articulado. A empresa orienta seu pessoal a manter uma postura positiva enquanto negocia. Para driblar eventuais recusas, a ordem é demonstrar empatia em relação aos argumentos do interlocutor, para, em seguida, mostrar outros aspectos e benefícios dos produtos. Todas essas técnicas são ensinadas nos eventos da Herbalife, geralmente comandados pelos supervisores. É uma grande festa, quase sempre embalada por músicas estridentes dos anos 80 e 90. O encontro começa com a exibição de um vídeo em que aparece o fundador da companhia, o americano Mark Hughes. É a primeira injeção de motivação. Hughes fala, entre outras coisas, do preconceito de muitas pessoas que, no passado, não consideravam a venda de produtos Herbalife um trabalho decente. Na seqüência, o vídeo fala dos consumidores ávidos por produtos da indústria do bem-estar. É quando os supervisores presentes sobem ao palco para contar suas experiências. Há casos de profissionais que abandonaram carreiras sólidas, faculdade e até MBAs para se tornar vendedores da Herbalife. Após cada relato, a música invade o salão com toda força. "Cada distribuidor organiza seu próprio evento, mas as músicas devem ser motivacionais e mexer com a energia da platéia", afirma Eneida Bini. Ela discorda, no entanto, que a fórmula da empresa lembre o modelo dos cultos religiosos. "A base não é essa. As pessoas que fazem as vendas acabam se entusiasmando, o que gera uma vibração positiva. Elas realmente acreditam no que estão fazendo."

Fonte:
Você SA

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